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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

SEVA (fim)

O dia seguinte

   O resgate dos corpos
Regresso do primeiro dia de buscas.
Subindo o Luali
 Feitas as primeiras buscas no dia do acidente, sem quaisquer resultados, foram então realizadas novas buscas, no dia seguinte revelando-se as mesmas infrutíferas.
Ao terceiro dia logo de manhãzinha, quando o pessoal nomeado se preparava para sair para o rio, chegou ao quartel, um nativo comunicando que tinham encontrado um ou dois (?) corpos, presos nos arbustos da margem, bastante abaixo do local do acidente. Foi o princípio da recolha dos corpos. Para além desses dois foram recolhidos outros tantos. Ficou por recolher um corpo de Garcia Bunga, que nunca foi encontrado.
Trasladados para o Pangamongo, os seus restos mortais aí foram preparados para a sua última viagem. Todos os mortos eram naturais de Angola, excepto o Fernando Martins Monteiro, natural do concelho de Tondela, freguesia de S. João do Monte, onde foi sepultado.
Por razões óbvias, não são publicadas fotos nem descrições pormenorizadas desta última fase, susceptíveis de poderem chocar e ferir sentimentos.
PAZ ÀS SUAS ALMAS
Os mortos da CCav.3488, perecidos no acidente.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Acidente na ponte do Seva (II)

Mergulho para a morte

 Alertados para o acidente, efectivos da 3ªCCaç-4910/72, imediatamente se dirigiram para o local e apesar de não possuírem quaisquer meios de socorro, um grupo mais resoluto resolveu mergulhar em apneia, por debaixo da berliet na tentativa de recuperar algum corpo que tivesse ficado sob a viatura, no seu mergulho para a morte. Sobreviventes, apenas o condutor. Nunca mais vou esquecer aquele pequeno grupo de bravos e loucos madeirenses, que num Luali castanho e com grande caudal, estávamos na época das chuvas, e numa zona propícia aos “alfaiates”, tiveram tal ousadia. Solicitados os meios para a busca dos corpos, foi-nos cedida uma banheira e quatro remos.

Será que não tínhamos pessoal da marinha e equipamento, para percorrer este trecho do Luali entre a ponte do Seva e a confluência com o Chiloango, para efectuar o resgate dos corpos? Há a registar que do local do acidente até à foz do Chiloango, o percurso é perfeitamente navegável, mesmo por barcos de assinalável calado. Falta de meios ou desprezo pela vida dos peões desta guerra? 
 
Perdidas as esperanças de encontrar corpos sob a viatura, esta foi rebocada para a margem
 Viatura recuperada. Ficava a faltar o mais importante, a recuperação dos corpos...

sábado, 26 de janeiro de 2013

Acidente Seva ( I )

Novembro Negro

Percurso do grupo até ao local do acidente
Estava-mos em 1973. No dia 24 de Novembro uma viatura Berliet transportando seis militares da CCav. 3488 / BCav. 3871, com destino à serração do Pangamongo para carregar lenha, sofre um acidente na ponte do Seva, a única sobre o rio Luali, situada a cerca de 3Km do destino.
Um dia quente e cheio de sol, uma zona calma e paradisíaca, ideal para retemperar do stress a que estava submetido aquele grupo, cujo dia a dia era sofrido, e vivido com o coração numa das mãos e a G3 na outra, lá no alto Maiombe. Afinal esse dia transformou-se num dos mais negros, na história daquela Companhia.
A abordagem à ponte, no sentido Beira Nova – Pangamongo, que era feita praticamente em cima de uma curva (?) e cujo angulo era de quase 90º, uma verdadeira armadilha, à qual se juntava outra, a vegetação do lado direito da viatura, a qual impedia a vista da ponte antes da chegada ao local. Por norma o acesso à ponte fazia-se a velocidade muito reduzida. O desconhecimento do local por parte do condutor da viatura, terá sido a principal razão de tão fatídico acontecimento.
Neste acidente morreram 5 militares da CCav.3488, ou seja um terço de todas as baixas do BCav. 3871, durante a sua comissão em terras de Cabinda, bem dura por sinal.
Na zona do arco central da ponte, a vedação derrubada pela berliet,
  no seu "mergulho" para o rio Luali.

sábado, 12 de janeiro de 2013