Mostrar mensagens com a etiqueta BCaç 4910. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta BCaç 4910. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Golpe de Mão na Malveira

Realizou-se na passada semana, uma operação a nível de Batalhão, que consistiu num ataque surpresa contra guarnições inimigas.

A pequena força do BC4910, constituída por elementos das quatro companhias e identificada na foto, executou com êxito e sem baixas a missão de que foi incumbida.

Baixas confirmadas no inimigo: meia dúzia de lebres e respectivos acompanhamentos.
José Mendes (CCS), Virgílio Santos (2ªC), Alfredo Correia (CCS), António Carvalho (1ªC), João Silva (2ªC), Manuel Frade (1ªC), Henrique Macedo (3ªC) e Carlos Rebelo (1ªC).
À primeira voz e em caso de necessidade, estamos prontos para intervir.
Ou seja, estamos de prevenção!!!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Ainda o MVL ao Miconge

O post de 30 de Maio, «O MVL que o BC4910/72, nunca se recusou fazer», mereceu da parte de um leitor uma enérgica reacção ao mesmo. Esse leitor apesar de não ter sido militar, tem uma forte relação de amizade de quarenta anos, com os militares da Companhia à qual pertenceu o ex-combatente (?), que escreveu o artigo da nossa indignação, em que o elogio à indisciplina se sobrepõe à solidariedade para com os camaradas. O comentário para além de pôr em causa a veracidade dos factos relativamente ao tema ia bastante mais longe, sobre outros assuntos, que vão ficar para mais tarde. Assim e por amor à verdade, propusemos ao FM, que nos desse a sua versão dos factos.
Ela aí fica.

Após a leitura da história relatada no vosso “post” afiguram-se, alguns comentários necessários, de modo a que o bom nome dos militares da Companhia de Caçadores em causa continue imaculado e não possa de alguma forma ser distorcido por uma mente que se confundiu no tempo. Uma parte não deve ser identificada com o todo.
1-Aquela Unidade chega a Cabinda em avião dos TAM em várias fases; a 10, 11, 17 e 18Abr74. Inicialmente foi colocada no Subantando na Fazenda Campo Rico, e dias depois já estava toda instalada na Roça Lucola. Em Cabinda assumiu a responsabilidade ZA Norte, do subsector do N’Tó, a 17Abr74.
2- O BCaç. 4611/72, tem na sua folha de serviço 3 teatros operacionais; Leste de Angola, Caxito e Cabinda, no Leste contribuiu para a erradicação do MPLA naquela Zona Militar, particularmente na operação em que foi abatido o Cmdt. do MPLA chamado de “Kwenhe”.
3- Aquartelado de Abr74 a Nov74, na Roça Lucola onde eu vivia e da qual o meu pai era um dos proprietários, encontro nos escritos desse militar referências pouco correctas quanto à veracidade dos factos. Nunca existiu escola na roça, estava-se muito perto de uma zona urbana, nem se fez qualquer "politização" dos assalariados. Num ano em que a produção de café ultrapassou todas as expectativas, não havia mãos a medir para que a sua recolha fosse assegurada. Os filhos dos empregados iam à Escola de Posto. 
Portanto esse senhor não politizou ninguém e raramente estava na Roça Lucola.
4- Em relação ao MVL que esse “herói” diz ter a sua Companhia unanimemente recusado proteger, afigura-se estranho que a mesma tenha efectuado uma protecção do MVL ao Miconge, retratada em Setembro de 1974, ao mesmo tempo, a referida personagem refere que em Agosto já estavam em Luanda!!!
5- Os dois últimos Grupos de Combate dessa Companhia seguiram para Luanda numa lancha da Marinha a 05Nov74, tendo eu, o meu pai e o meu irmão ido ao cais de Cabinda despedirmo-nos dos mesmos.
Por isso a data do "Dolce fare niente" em Luanda também é esquisita pois o Batalhão só retirou de Cabinda em Novembro, sendo rendido pelo Batalhão 4611/74.
- Os motivos da "prosápia" desse militar que está perfeitamente identificado junto dos seus pares do Batalhão, são meras razões políticas; a negação de que participou naquela guerra, no entanto o tipo de prosa e a linguagem que utiliza, não o abonam em nada como pessoa.
- Neste Batalhão não existiram questões de disciplina nem fracturas no comando militar, muito embora determinadas ordens pudessem ter tido, ou não, o acordo de quem as tinha de cumprir, fica a certeza de terem sido as mesmas cumpridas.
- Não fui militar no BCaç. 4611/72, mas tenho de me levantar na defesa destes camaradas que para além de terem servido o seu País na RMA, não merecem ser denegridos na sua folha postura militar, por alguém que não cumpriu com o lema do batalhão: "Conduta Brava e em tudo Distinta". Mas como bem saberão toda a família possui a sua nódoa...

Fernando Moreira
 


Nota: Brevemente serão inseridas imagens que comprovam as escoltas ao MVL pós 25Abril74, feitas pela 3ª e 2ªCompanhias 4611/72.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

As escoltas que o BCaçadores 4910/72, nunca se recusou fazer...

Ao MVL, do que dependiam todos os combatentes para sobreviverem nas matas do Maiombe.


Hoje dois assuntos dão azo a este post e a alguma revolta.
Um era de meu conhecimento, passou-se faz hoje 39 anos, um ataque IN ao aquartelamento do Caio Guembo, onde estive quatro dias depois com o 1ºGC da 3ªCª, escoltando o MVL.

O outro descobri-o ontem na Net, por mera casualidade . Trata-se de um texto, cuja análise vou deixar ao cuidado do leitor. A mim causou-me alguma revolta. É por este que vou começar, mas sem fazer juízos de valor, e para não haver erros de interpretação ou citação, vou fazer uma copy paste de algumas passagens do mesmo.


1.COM ABRIL SEMPRE....PARA SEMPRE !!
Dia 25 de Abril de 1974, Roça de Café na periferia da cidade de Cabinda, onde a minha companhia de Caçadores estava estacionada.
................................................................................................
Nós estávamos na capital, Cabinda .....o norte de Cabinda era a zona mais operacional de Angola, onde o MPLA atacava o território desde a fronteira com o Congo Brazaville com mísseis terra-terra. Em Maio cerca de um mês depois da data da Revolução dos Cravos, surge o primeiro estremecimento,...vem uma ordem para fazermos a protecção a um MVL para o Norte de Cabinda, que eram feitos com blindados Chaimites, exactamente para resistirem aos ataques com mísseis.
Fizemos rápidamente várias reuniões e saiu a decisão unânime....ninguém da nossa Companhia saíria para fazer a protecção ao MVL.
.....................................................................................
A 15 de Agosto, recebemos ordem de marcha para Luanda e embarcámos em três Fragatas da Marinha de Guerra para um Dolce Far Niente na capital angolana, até há vinda definitiva em Novembro.

Artigo escrito por um militar, num blog que já "fechou". Embora conhecendo a sua Unidade, vou omitir a identificação da mesma, por respeito aos que não pensavam como este herói. Ainda que fosse só um. 
2.BREVE HISTORIAL
BATALHÃO CAÇADORES 4913/73 – CRONOLOGIA
30Mai74 - Das 05h20 às 06h00, elementos IN/MPLA, atacaram o aquartelamento de Caio Guembo, do Morro do Sul deste e a uma distância de 100/200 metros, utilizando grande potencial de fogos (RPG, armas aut. e mort. 60) causando às NT 4 mortos (2 Alferes), 3 feridos graves e 10 ligeiros (1º. Sarg. 2 Furriéis).
In www.batalhao4913.com


Quartel de Caio Guembo - Um buraco no Maiombe
Depois do Ataque
Salvou-se o Crucifixo
Evacuação de civis em fuga do Caio Guembo

sábado, 30 de março de 2013

Tempo de Páscoa

Cristo do Maiombe

Estatueta Cristo Coroado de espinhos, esculpida e adquirida na sanzala Malembo 1974

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Foice em seara alheia?

Não, não é tão alheia assim. Trata-se de Cabinda...
Apesar de nem tudo estar bem, no tempo dos tugas do 4910/72, havia mais respeito pelos pequenos agricultores e pelas suas terras, pois era delas que provinha o sustento das suas famílias.

Notícia extraída da Voz da América
A produção agrícola continua assente numa agricultura familiar de subsistência não mecanizada e dominada também pela presença de mulheres

Falta de investimentos e pequenos agricultores entregues a sua sorte fazem da agricultura o parente pobre de desenvolvimento na província nortenha de Angola.

Os agricultores acusam as Administrações Municipaias (assim mesmo) de serem coniventes da situação (é a gasosa, que traduzido para português significa corrupção), por estarem permanentemente a emitir licenças de construção ostentadas pela maioria dos elementos que ocupa ilegalmente os terrenos agrícolas. A invasão está a decorrer sob o olhar silencioso do governo provincial de Cabinda que tem concedido licenças de loteamento de terras em zonas de agricultura familiar com pretexto urbanísticos.

Outros actores, os mesmos vícios.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

D.Duarte o Cantineiro

De pé o 1º Cabo Duarte - Homem de Trabalho e boas contas
 Ao fim de dois ou três dias pela mata tropical, onde a maioria das vezes só era possível avançar à força da catana, com temperaturas superiores aos 35º e humidade acima dos 90%, era a ânsia do regresso ao quartel para desfrutar da frescura de uma loira, fosse ela (Su)EKA, Cuca ou Nocal. Apesar dos meios de frio serem muito poucos e obsoletos, isto enquanto estivemos no Chimbete e Sangamongo, no bar dos praças estava um jovem que fazia os possíveis e impossíveis, para poder proporcionar a dita loira ou um simples refrigerante, este para os castos, cuja frescura mitiga-se tanto esforço e privação. Só quem acompanhava o seu trabalho pode aferir da sua dedicação à tarefa de que estava incumbido.
Foi o meu braço direito e o mais precioso colaborador. Era ele o 1º cabo António Neto Duarte. 
Votos de longa vida e aquele abraço que ainda não foi possível ao fim de tantos anos.
Obrigado Duarte.