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terça-feira, 9 de julho de 2013

Notícias de Cabinda

Angola deve milhões a empresas de Cabinda
Governo não paga e muitas companhias estão á beira da falência
 
Depois da exportação do petróleo e das madeiras de Cabinda, temos a
"exportação" dos dólares provenientes das riquezas daquele território.

O governo angolano deve quase 200 milhões de dólares a empresas de Cabinda.
A falta de incentivos financeiros e  de pagamento da dívida pública está a levar muitas empresas locais a declararem falência.
Desta dívida mais 100 milhões de dólares foram contraídos em 2012 em programas de emergência durante a campanha eleitoral do MPLA.

Esta situação vem dar força a rumores em Cabinda que existe a intenção deliberada do governo, de asfixiar o empresariado local por alegada conotação com grupos independentistas.
fonte: VOA

Nota: Depois dos média, chegou a vez dos empresários não conotados com o partido do poder.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

RCC - Cabinda

A SAGA CONTINUA

Crise financeira obriga Rádio Comercial de Cabinda a despedir pessoal


Calar as vozes discordantes, através da asfixia financeira.

Muitos trabalhadores teriam sido mandados para  rua segundo fontes daquele órgão sem cumprimento das formalidades legais ( uma utopia ).
De acordo com uma denúncia endereçada à Voz de América, a rádio mais ouvida na capital  do enclave, está há mais de 5 meses sem pagar os salários dos trabalhadores por alegada falta de verbas.

Fontes  governamentais e do partido no poder, suposto proprietário da estação radiofónica, indicaram que esta situação foi provocada de maneira intencional pelo governo para bloquear o debate interno na província, em virtude da RCC, como é mais conhecida ter sido durante muitos anos o espaço privilegiado para a discussão dos grandes problemas da província.

O bloqueio financeiro à rádio comercial começou em 2003com o então governador da província José Aníbal Rocha que, para se ver distante da crítica social que era vitima através de um programa radiofónico «Bom Dia Cidade», propôs a alteração do figurino de informação em troca por alguma ajuda financeira que era canalizada através da Orion.

Na altura, o governo temia que através da radio comercial  fossem difundidas informações sobre os confrontos que ocorriam no interior da província, tendo ordenado ao afastamento dos jornalistas Cristóvão Luemba, José Manuel e Paulo Duda.
A partir desta altura a rádio começou a ser controlada pelo partido no poder e os jornalistas começaram a enfrentar uma série de problemas.
A informação começou a ser censurada, foram impostas restrições na aquisição de espaços de antena, o programa  de temas e debates sob o patrocínio da fundação Open Society foi encerrado.

O MPLA impôs uma nova direcção liderada por um quadro partidário Pedro Gomes…….
Os jornalistas protestam igualmente as interferências constantes do director provincial de comunicação social, Pedro Sia Paulina que, segundo os médias, tem confundido propaganda político-partidária com o jornalismo. A situação financeira dos trabalhadores é dramática e pedem ao governo o pagamento da divida à publicitária Orion para que esta empresa proceda ao pagamento dos salários em atraso.

Fontes governamentais disseram á Voz de América que o governo da província deve mais de 1 milhão de dólares americanos à Orion e à radio comercial pela propaganda realizada nos últimos 7 anos.

Fonte : VOA

domingo, 16 de junho de 2013

Rádio Clube de Cabinda. Lembram-se?

Rádio Comercial de Cabinda novamente no ar

Nacional

30 de Agosto de 2012

Com pompa e folclore a inauguração de uma rádio que se queria a “Voz do governo”

 A ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, inaugurou ontem (quarta-feira) o novo edifício da Rádio Comercial de Cabinda (RCC), no bairro Simbulambuco. 
Trata-se de um edifício construído de raiz, que comporta três estúdios, dois gabinetes de emissão e gravação e um de apoio, assim como um emissor de 1 quilowatts, gabinete para o director, refeitório e auditório. 
As obras, que tiveram início em Fevereiro de 2009, terminaram em Maio último, tendo sido uma “oferta” da empresa Mota-Engil à província de Cabinda. 
Ao intervir no acto de inauguração, a ministra apelou aos jornalistas a privilegiarem o sentido patriótico, harmonia, paz, concórdia e fraternidade no exercício da sua missão (por outras palavaras, deles esperava-se o vergar  da espinha).

Fonte: TPA  (Televisão Privada do Governo de Angola)

TRÊS MESES DEPOIS……….

Rádio Comercial de Cabinda não paga há oito meses

26-11-2012
José Manuel

Os jornalistas da Rádio Comercial de Cabinda
suspenderam todos os serviços de informação
na sequência do não pagamento de salários devidos há mais de oito meses.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 de Abril de 2003 - 25 de Abril de 2013

10º Aniversário do falecimento do Ten. General Manuel Themudo Barata
Militar com uma carreira distinta, viria a ter alguns dissabores por ser um Homem de espinha direita.
No caso de Cabinda, enquanto uns se venderam e outros se acobardaram, Ele lutou por aquilo em que acreditava. No final saiu vencido, mas com dignidade.

Seguem-se três apontamentos, sobre o final da sua missão como Governador de Cabinda
1.-A História reservar-lhe-Ia um papel político quando o 25 de Abril o surpreendeu em Cabinda. Defensor da tese segundo a qual o enclave só é parte de Angola «por uma questão jurídica portuguesa», a Constituição de 1933, Themudo Barata não aceitou, após a Revolução de 1974, a entrega de localidades portuárias do enclave ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), por ordem do então governador de Angola Rosa Coutinho, e para além do que estava previsto nos acordos celebrados entre Portugal e os independentistas. O caso valeu-lhe o regresso a Lisboa.
Domingo
27 de Abril de 2003/edição n.2674 do Diário de Notícias

2. - Angola - Em Cabinda o exército português juntou-se ao MPLA para aniquilar a FLEC         Revista 'O Século ILUSTRADO', n.º 1922 de 09.11.197


Reportagem exclusiva dos combates que uniram o MPLA e tropas do exército português, para aniquilar a presença na capital do enclave dos guerrilheiros da FLEC (Frente de  Libertação do Enclave de Cabinda), e simultaneamente depor e deter o comandante militar português, Brigadeiro Themudo Barata, considerado próximo e favorável aos guerrilheiros locais!


 

    Batalhão de Caçadores

3.- 02Nov74 -Militares pertencentes ao Batalhão de Caçadores 4519/73(1), estacionados na área do Belize e comandados pelos seus comandantes de companhia, avançam em coluna militar, sobre Cabinda. No terreno encontravam-se também elementos do Batalhão de Artilharia 6524 (BART 6524/74) que tinham vindo para Cabinda no dia anterior e elementos do Bat.Caç.4913/73 (2), que foram os ultimos a aderir ao movimento.
Esta força combinada ocupa pontos estratégicos da cidade de Cabinda, alegadamente para
travar as actividades desenvolvidas pela Frente de Libertação Enclave de Cabinda(FLEC), prendendo o Comandante do Sector de Cabinda, brigadeiro Manuel Themudo Barata, o seu chefe de Estado-Maior, coronel Mendonça, ex-comandante do B.Caç. 4611/72 que estava colocado no Subsector do N’Tó, e mais doze oficiais do Exército Português, com funções no Comando do Sector CAB, que ficaram detidos num gabinete do sector, guardados por elementos do MPLA.
Breve Historial
Batalhão Caçadores 4913/73
(1) -31 de Maio de 1974 – Abaixo-assinado com larga adesão de oficiais, sargentos e praças da  2.ª Companhia do Batalhão 4519, aquartelado em Tchivovo, Angola, onde se afirma a recusa «peremptória» de entrar em combate e a recusa em sair para Belize, Norte de Angola. O abaixo-assinado era encabeçado pelo capitão miliciano F.C....., alferes milicianos C.B..., A.A.......M.V........e A.C..........
(2) - Foi a Unidade que teve mais baixas, apesar de ter sido a que usufruiu de maior apoio de unidades de reforço, de entre elas várias unidades de elite (comandos/paras).