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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

E esta, hein?

FLEC/FAC:
pede a Portugal para reassumir a administração de Cabinda
A direcção político-militar da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC/FAC) apelou hoje ao governo português para “reassumir a plena administração” daquele território, reclamando a atribuição da nacionalidade portuguesa aos cabindas.

A posição surge num comunicado daquele movimento independentista, assinado pelo seu porta-voz, Jean Claude Nzita, a propósito dos 41 anos da independência de Angola (11 de Novembro de 1975).
Buco Zau, Cabinda
O comunicado da FLEC/FAC
“O governo português deve reassumir a plena administração de Cabinda e preparar as condições para um referendo sobre a solução a tomar para o futuro político do país, já que os cabindas nunca deixaram de ser portugueses, antes lhes foi roubada a nacionalidade. Assim, os cabindas também devem ter direito aos seus passaportes portugueses”. Toda a notícia aqui... Rede Angola

quarta-feira, 26 de março de 2014

Efeméride... Ataque ao MVL

Em 26-03-1974, a coluna de proteção do MVL - Cabinda/Miconge é emboscada na Serra do Muabi. A proteção era assegurada por um pelotão da 3ªCªCaç.
Do ataque resultaram 4 mortos e vários feridos.
Na placa acima, os que caíram em combate. Jamais os esqueceremos.

sábado, 8 de março de 2014

Operação de Preto ou

           "Black Ops"
NÃO. Apenas uma cirurgia a um cidadão da RDC, no hospital(?) de Tshela
"Uma operação de preto ou preto op",  é uma operação encoberta por um governo , uma agência governamental , ou de uma organização militar. Isso pode incluir atividades por empresas ou grupos privados . As principais características de uma operação de preto é que ela é clandestina.

A principal diferença entre uma operação de preto e uma que é meramente clandestina é que uma operação de preto envolve um grau significativo de engano, para esconder quem está por detrás disso ou para fazer parecer que alguma outra entidade é responsável.
Exemplos recentes
ANGOLA: Caso Cassule / Kamulingue
O desaparecimento e morte dos activistas Isaías Cassule e Alves Kamulingue , continua rodeado de mistério.
Depois das autoridades terem anunciado prisões de indivíduos alegadamente envolvidos no caso e da demissão de uma destacada figura dos serviços de informações do Estado, nada mais se soube.
CABINDA
O desaparecimento nas matas do Maiombe, há mais de 5 meses, do secretário para a informação do partido FNLA.
Francisco Faustino de 47 anos de idade, pai de 5 filhos, desapareceu no dia 30 de Novembro de 2013 nas matas do Buanga, Município de Buco-Zau. O mesmo era funcionário dos correios de Cabinda. 


Estes casos configuram claramente uma "Black Ops" ou traduzido para português "Operação de Preto". Só falta descobrir os executantes, organização, já que é demasiado óbvio quem são os encobridores.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Agora não é tarde

Activista denuncia detenções em Cabinda 

Aldeões fogem para as zonas urbanas

Espancamentos, torturas e perseguições a cidadãos em toda a extensão do território da província  é o balanço provisório das detenções das últimas semanas de cidadãos suspeitos de terem ligações com a FLEC, segundo uma denúncia tornada pública por activistas de direitos humanos Cabinda.
A denúncia faz referência da detenção de um total de 10 cidadãos, todos civis, por alegado envolvimento em acções de rebelião armada na provincia de Cabinda. 

Um outro idoso, de 70 anos de idade, foi raptado por elementos das FAA e da Policia Nacional, na sua residência por suposta colaboração com FLEC na cidade de Cabinda.

Os cidadãos são constantemente acusados de manterem ligações com a FLEC, impedidos de irem à caça, às lavras, à pesca, refere o activista para quem em muitas  áreas do Dinge, os populares são assoladas pelas intimidações.

José Manuel – VOA 18.09.2013
                                                                 
Agora não é tarde

…E o curso da vida foi traidor, e o curso da vida foi cobarde, e o ciclo do tempo completou-se, e agora... e agora pronto, paciência, agora já é tarde... Agora é tarde.

 Não... mas não, não; nunca é tarde para sonhar! Amanhã partimos todos para, Luanda, Namibe, Bibala, Gambos, Kapangombe,! Vamos à mata a Cabinda abraçar aquela gente.

E perguntando, criando rebeldias, conferindo aquilo que acreditamos e que ainda formos capazes de sonhar! E se aquilo, aquilo que nos dão todos os dias não for coisa que se cheire ou nos deslumbre, que pelo menos nunca abdiquemos de pensar com direito à ironia, ao sonho, ao ser diferente. E será talvez uma forma inteligente de, afinal, nunca... nunca, nunca ser tarde demais para viver, nunca ser tarde demais para perceber, nunca ser tarde demais para exigir, nunca ser tarde demais para ACORDAR.

Retirado do original de Pedro Barroso «Agora não é tarde»

sábado, 24 de agosto de 2013

Notícias de Cabinda

Padre Congo: "Estamos amordaçados em Cabinda"

23 Ago 2013 Angola Fala Só - Padre Congo: "Estamos amordaçados em Cabinda"

A única voz que se pode ouvir em Cabinda é a voz do MPLA, disse no programa"Angola Fala Só" o Padre Casimiro Congo.
" Não temos paz em Cabinda, temos militares por todo o lado e temos pessoas que nos seguem por toda a parte", acrescentou o Padre Congo que negou que as autoridades militares tivessem esmagado a rebelião armada no território.
" Se não há oposição armada então porque é que há tanta tropa aqui? Interrogou.

" Para que Cabinda mude é preciso que Luanda também mude",disse acrescentando que " quando as coisas mudarem em Luanda as coisas em Cabinda também vão mudar".
"Angola precisa de uma revolução cultural", disse.

No caso de Cabinda disse que a prioridade máxima é a educação.
" Temos jovens na universidade que nem sabem escrever".

Um ouvinte, Nunes K., do Kwanza Norte fez notar que a nação angolana é formada por várias etnias e línguas que constituem "todo o mosaico" de Angola. Assim, interrogou, não seria melhor para os cabindas lutarem dentro do espaço de Angola por uma melhor distribuição da riqueza e pelo fim da corrupção.

"Cabinda não é nem nunca foi parte de Angola", respondeu o padre Congo.

Se achou o assunto com interesse, poderá ler na integra este artigo datado de 24/08/2013 em : a Voz da América.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Notícias de Cabinda

Angola deve milhões a empresas de Cabinda
Governo não paga e muitas companhias estão á beira da falência
 
Depois da exportação do petróleo e das madeiras de Cabinda, temos a
"exportação" dos dólares provenientes das riquezas daquele território.

O governo angolano deve quase 200 milhões de dólares a empresas de Cabinda.
A falta de incentivos financeiros e  de pagamento da dívida pública está a levar muitas empresas locais a declararem falência.
Desta dívida mais 100 milhões de dólares foram contraídos em 2012 em programas de emergência durante a campanha eleitoral do MPLA.

Esta situação vem dar força a rumores em Cabinda que existe a intenção deliberada do governo, de asfixiar o empresariado local por alegada conotação com grupos independentistas.
fonte: VOA

Nota: Depois dos média, chegou a vez dos empresários não conotados com o partido do poder.

domingo, 16 de junho de 2013

Rádio Clube de Cabinda. Lembram-se?

Rádio Comercial de Cabinda novamente no ar

Nacional

30 de Agosto de 2012

Com pompa e folclore a inauguração de uma rádio que se queria a “Voz do governo”

 A ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, inaugurou ontem (quarta-feira) o novo edifício da Rádio Comercial de Cabinda (RCC), no bairro Simbulambuco. 
Trata-se de um edifício construído de raiz, que comporta três estúdios, dois gabinetes de emissão e gravação e um de apoio, assim como um emissor de 1 quilowatts, gabinete para o director, refeitório e auditório. 
As obras, que tiveram início em Fevereiro de 2009, terminaram em Maio último, tendo sido uma “oferta” da empresa Mota-Engil à província de Cabinda. 
Ao intervir no acto de inauguração, a ministra apelou aos jornalistas a privilegiarem o sentido patriótico, harmonia, paz, concórdia e fraternidade no exercício da sua missão (por outras palavaras, deles esperava-se o vergar  da espinha).

Fonte: TPA  (Televisão Privada do Governo de Angola)

TRÊS MESES DEPOIS……….

Rádio Comercial de Cabinda não paga há oito meses

26-11-2012
José Manuel

Os jornalistas da Rádio Comercial de Cabinda
suspenderam todos os serviços de informação
na sequência do não pagamento de salários devidos há mais de oito meses.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Ainda o MVL ao Miconge

O post de 30 de Maio, «O MVL que o BC4910/72, nunca se recusou fazer», mereceu da parte de um leitor uma enérgica reacção ao mesmo. Esse leitor apesar de não ter sido militar, tem uma forte relação de amizade de quarenta anos, com os militares da Companhia à qual pertenceu o ex-combatente (?), que escreveu o artigo da nossa indignação, em que o elogio à indisciplina se sobrepõe à solidariedade para com os camaradas. O comentário para além de pôr em causa a veracidade dos factos relativamente ao tema ia bastante mais longe, sobre outros assuntos, que vão ficar para mais tarde. Assim e por amor à verdade, propusemos ao FM, que nos desse a sua versão dos factos.
Ela aí fica.

Após a leitura da história relatada no vosso “post” afiguram-se, alguns comentários necessários, de modo a que o bom nome dos militares da Companhia de Caçadores em causa continue imaculado e não possa de alguma forma ser distorcido por uma mente que se confundiu no tempo. Uma parte não deve ser identificada com o todo.
1-Aquela Unidade chega a Cabinda em avião dos TAM em várias fases; a 10, 11, 17 e 18Abr74. Inicialmente foi colocada no Subantando na Fazenda Campo Rico, e dias depois já estava toda instalada na Roça Lucola. Em Cabinda assumiu a responsabilidade ZA Norte, do subsector do N’Tó, a 17Abr74.
2- O BCaç. 4611/72, tem na sua folha de serviço 3 teatros operacionais; Leste de Angola, Caxito e Cabinda, no Leste contribuiu para a erradicação do MPLA naquela Zona Militar, particularmente na operação em que foi abatido o Cmdt. do MPLA chamado de “Kwenhe”.
3- Aquartelado de Abr74 a Nov74, na Roça Lucola onde eu vivia e da qual o meu pai era um dos proprietários, encontro nos escritos desse militar referências pouco correctas quanto à veracidade dos factos. Nunca existiu escola na roça, estava-se muito perto de uma zona urbana, nem se fez qualquer "politização" dos assalariados. Num ano em que a produção de café ultrapassou todas as expectativas, não havia mãos a medir para que a sua recolha fosse assegurada. Os filhos dos empregados iam à Escola de Posto. 
Portanto esse senhor não politizou ninguém e raramente estava na Roça Lucola.
4- Em relação ao MVL que esse “herói” diz ter a sua Companhia unanimemente recusado proteger, afigura-se estranho que a mesma tenha efectuado uma protecção do MVL ao Miconge, retratada em Setembro de 1974, ao mesmo tempo, a referida personagem refere que em Agosto já estavam em Luanda!!!
5- Os dois últimos Grupos de Combate dessa Companhia seguiram para Luanda numa lancha da Marinha a 05Nov74, tendo eu, o meu pai e o meu irmão ido ao cais de Cabinda despedirmo-nos dos mesmos.
Por isso a data do "Dolce fare niente" em Luanda também é esquisita pois o Batalhão só retirou de Cabinda em Novembro, sendo rendido pelo Batalhão 4611/74.
- Os motivos da "prosápia" desse militar que está perfeitamente identificado junto dos seus pares do Batalhão, são meras razões políticas; a negação de que participou naquela guerra, no entanto o tipo de prosa e a linguagem que utiliza, não o abonam em nada como pessoa.
- Neste Batalhão não existiram questões de disciplina nem fracturas no comando militar, muito embora determinadas ordens pudessem ter tido, ou não, o acordo de quem as tinha de cumprir, fica a certeza de terem sido as mesmas cumpridas.
- Não fui militar no BCaç. 4611/72, mas tenho de me levantar na defesa destes camaradas que para além de terem servido o seu País na RMA, não merecem ser denegridos na sua folha postura militar, por alguém que não cumpriu com o lema do batalhão: "Conduta Brava e em tudo Distinta". Mas como bem saberão toda a família possui a sua nódoa...

Fernando Moreira
 


Nota: Brevemente serão inseridas imagens que comprovam as escoltas ao MVL pós 25Abril74, feitas pela 3ª e 2ªCompanhias 4611/72.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

As escoltas que o BCaçadores 4910/72, nunca se recusou fazer...

Ao MVL, do que dependiam todos os combatentes para sobreviverem nas matas do Maiombe.


Hoje dois assuntos dão azo a este post e a alguma revolta.
Um era de meu conhecimento, passou-se faz hoje 39 anos, um ataque IN ao aquartelamento do Caio Guembo, onde estive quatro dias depois com o 1ºGC da 3ªCª, escoltando o MVL.

O outro descobri-o ontem na Net, por mera casualidade . Trata-se de um texto, cuja análise vou deixar ao cuidado do leitor. A mim causou-me alguma revolta. É por este que vou começar, mas sem fazer juízos de valor, e para não haver erros de interpretação ou citação, vou fazer uma copy paste de algumas passagens do mesmo.


1.COM ABRIL SEMPRE....PARA SEMPRE !!
Dia 25 de Abril de 1974, Roça de Café na periferia da cidade de Cabinda, onde a minha companhia de Caçadores estava estacionada.
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Nós estávamos na capital, Cabinda .....o norte de Cabinda era a zona mais operacional de Angola, onde o MPLA atacava o território desde a fronteira com o Congo Brazaville com mísseis terra-terra. Em Maio cerca de um mês depois da data da Revolução dos Cravos, surge o primeiro estremecimento,...vem uma ordem para fazermos a protecção a um MVL para o Norte de Cabinda, que eram feitos com blindados Chaimites, exactamente para resistirem aos ataques com mísseis.
Fizemos rápidamente várias reuniões e saiu a decisão unânime....ninguém da nossa Companhia saíria para fazer a protecção ao MVL.
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A 15 de Agosto, recebemos ordem de marcha para Luanda e embarcámos em três Fragatas da Marinha de Guerra para um Dolce Far Niente na capital angolana, até há vinda definitiva em Novembro.

Artigo escrito por um militar, num blog que já "fechou". Embora conhecendo a sua Unidade, vou omitir a identificação da mesma, por respeito aos que não pensavam como este herói. Ainda que fosse só um. 
2.BREVE HISTORIAL
BATALHÃO CAÇADORES 4913/73 – CRONOLOGIA
30Mai74 - Das 05h20 às 06h00, elementos IN/MPLA, atacaram o aquartelamento de Caio Guembo, do Morro do Sul deste e a uma distância de 100/200 metros, utilizando grande potencial de fogos (RPG, armas aut. e mort. 60) causando às NT 4 mortos (2 Alferes), 3 feridos graves e 10 ligeiros (1º. Sarg. 2 Furriéis).
In www.batalhao4913.com


Quartel de Caio Guembo - Um buraco no Maiombe
Depois do Ataque
Salvou-se o Crucifixo
Evacuação de civis em fuga do Caio Guembo

terça-feira, 7 de maio de 2013

E os Direitos Humanos?

O   Colonialismo Angolano
As armas da bandeira do governo Angolano nas
mãos, dos "homens de mão" desse mesmo governo,
são bem mais letais que o martelo.

Independentistas de Cabinda anunciam fim da luta armada em troca de autonomia

   
Independentistas de Cabinda anunciam fim da luta armada em troca de autonomia
                                                          

 A principal organização independentista do enclave angolano de Cabinda, a  FLEC,   formaliza na sexta-feira a desistência da luta armada, apelando  a negociações  para para alcançar um estatuto autonómico para  o território, disse à Lusa fonte da organização.



Segundo Oswaldo Franque Buela, porta-voz da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), contactado telefonicamente pela Lusa a partir da capital angolana, a organização vai enviar às autoridades de Luanda um documento de nove páginas denominado "Esboço de uma Solução Concertada e Negociada".
A FLEC é liderada pelo histórico Nzita Tiago, exilado em Paris.

A diferença relativamente às iniciativas anteriores é que as autoridades de Angola parecem estar agora mais perto de aceitar o desafio proposto, pelo facto de o único diário angolano, o estatal Jornal de Angola, lhe conferir grande relevo, a toda a largura da primeira página da edição de hoje.

O enclave de Cabinda é palco desde ba independência de Angola, em Novembro de 1975(1)
de uma luta pela independência, desencadeada ao longo dos anos por diferentes facções cabindas, restando actualmente a FLEC de Nzita Tiago como única que ainda mantinha uma resistência armada residual à administração por parte de Luanda.

Separada de Angola pelo rio Congo(2), Cabinda possui significativos recursos naturais, em que as reservas petroliferas representam cerca de metade da produção diária de 1,8 milhões de barris de petróleo angolanas.
Lusa
Qui,02 de Maio de 2013

Extracto do artigo publicado pela SICnotícias. Os interessados podem ler o artigo integral em SICnotícias no sapo.pt

Notas:  (1) - Nesta fase o MPLA, teve o apoio de tropas portuguesas.
              (2)-   Angola está separada de Cabinda pela RDC(ex-Zaire) e não pelo rio Congo.
              (3)- O Sublinhado e as notas são de n/responsabilidade

quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 de Abril de 2003 - 25 de Abril de 2013

10º Aniversário do falecimento do Ten. General Manuel Themudo Barata
Militar com uma carreira distinta, viria a ter alguns dissabores por ser um Homem de espinha direita.
No caso de Cabinda, enquanto uns se venderam e outros se acobardaram, Ele lutou por aquilo em que acreditava. No final saiu vencido, mas com dignidade.

Seguem-se três apontamentos, sobre o final da sua missão como Governador de Cabinda
1.-A História reservar-lhe-Ia um papel político quando o 25 de Abril o surpreendeu em Cabinda. Defensor da tese segundo a qual o enclave só é parte de Angola «por uma questão jurídica portuguesa», a Constituição de 1933, Themudo Barata não aceitou, após a Revolução de 1974, a entrega de localidades portuárias do enclave ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), por ordem do então governador de Angola Rosa Coutinho, e para além do que estava previsto nos acordos celebrados entre Portugal e os independentistas. O caso valeu-lhe o regresso a Lisboa.
Domingo
27 de Abril de 2003/edição n.2674 do Diário de Notícias

2. - Angola - Em Cabinda o exército português juntou-se ao MPLA para aniquilar a FLEC         Revista 'O Século ILUSTRADO', n.º 1922 de 09.11.197


Reportagem exclusiva dos combates que uniram o MPLA e tropas do exército português, para aniquilar a presença na capital do enclave dos guerrilheiros da FLEC (Frente de  Libertação do Enclave de Cabinda), e simultaneamente depor e deter o comandante militar português, Brigadeiro Themudo Barata, considerado próximo e favorável aos guerrilheiros locais!


 

    Batalhão de Caçadores

3.- 02Nov74 -Militares pertencentes ao Batalhão de Caçadores 4519/73(1), estacionados na área do Belize e comandados pelos seus comandantes de companhia, avançam em coluna militar, sobre Cabinda. No terreno encontravam-se também elementos do Batalhão de Artilharia 6524 (BART 6524/74) que tinham vindo para Cabinda no dia anterior e elementos do Bat.Caç.4913/73 (2), que foram os ultimos a aderir ao movimento.
Esta força combinada ocupa pontos estratégicos da cidade de Cabinda, alegadamente para
travar as actividades desenvolvidas pela Frente de Libertação Enclave de Cabinda(FLEC), prendendo o Comandante do Sector de Cabinda, brigadeiro Manuel Themudo Barata, o seu chefe de Estado-Maior, coronel Mendonça, ex-comandante do B.Caç. 4611/72 que estava colocado no Subsector do N’Tó, e mais doze oficiais do Exército Português, com funções no Comando do Sector CAB, que ficaram detidos num gabinete do sector, guardados por elementos do MPLA.
Breve Historial
Batalhão Caçadores 4913/73
(1) -31 de Maio de 1974 – Abaixo-assinado com larga adesão de oficiais, sargentos e praças da  2.ª Companhia do Batalhão 4519, aquartelado em Tchivovo, Angola, onde se afirma a recusa «peremptória» de entrar em combate e a recusa em sair para Belize, Norte de Angola. O abaixo-assinado era encabeçado pelo capitão miliciano F.C....., alferes milicianos C.B..., A.A.......M.V........e A.C..........
(2) - Foi a Unidade que teve mais baixas, apesar de ter sido a que usufruiu de maior apoio de unidades de reforço, de entre elas várias unidades de elite (comandos/paras).